Comportamento fenotípico do feijão macassar inoculado com rizóbio sob biofertilização suína e estresse salino

José Lucínio de Oliveira Freire

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), campus Picuí Brasil

Manuela da Silva Morais

ORCID iD Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), campus Picuí Brasil

Diego Macedo de Carvalho

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), campus Picuí Brasil

Jandeilson Alves de Arruda

ORCID iD Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), campus Picuí Brasil

Resumo

Este trabalho objetivou avaliar os atributos de emergência e crescimento do feijão macassar irrigado com águas salinas em resposta à inoculação das sementes com Bradyrhizobium sp. e adição de biofertilizante suíno como alternativa de atenuação do estresse salino das plantas. O delineamento experimental foi utilizado em blocos casualizados, com cinco repetições, em arranjo fatorial 5 x 2 x 2, correspondente a cinco níveis de salinidade hídrica (0,5; 2,0; 3,5; 5,0 e 6,5 dS m-1), no solo com e sem biofertilizante suíno, e com sementes com e sem inoculação. Foram avaliados o porcentual de emergência, o tempo médio de emergência, o índice de velocidade de emergência das sementes, as taxas de crescimento absoluto e relativo em fitomassa fresca epígea, a área foliar, fitomassas seca da raiz, do caule e das folhas e partições de biomassas radiculares, caulinares e foliares. O estresse salino potencializa prejuízos no porcentual de emergência, no tempo médio e no índice de velocidade de emergência das sementes de feijão macassar. O biofertilizante suíno aplicado em fundação eleva e a inoculação reduz o tempo médio de emergência do feijão macassar. O uso concomitante de águas salinas, de biofertilizante suíno e da inoculação com Bradyrhizobium não influencia os atributos de emergência de sementes de feijão macassar, porém mitigam o estresse salino nos atributos de crescimento das plantas.

Palavras-chave


Vigna unguiculata; Macaçar; Salinidade


Texto completo:

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DOI: http://dx.doi.org/10.18265/1517-03062015v1n35p50-59

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