Análise bibliográfica da arquitetura resiliente como estratégia mitigadora de danos diante de desastres naturais no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.18265/2447-9187a2026id9237Palavras-chave:
áreas de risco, arquitetura resiliente, desastres naturais, mudanças climáticas, planejamento urbanoResumo
Desastres naturais são eventos resultantes de fenômenos como tsunamis, furacões, vulcanismo, ciclones, erosão, assim como deslizamentos, inundações e chuvas intensas, que, agravados ou não pela ação humana, impactam negativamente na sociedade, causando sérios danos e comprometendo o bem-estar da população. A arquitetura resiliente tem se destacado como uma abordagem fundamental, devido à sua capacidade de resistência e adaptação a cenários de risco e instabilidade. Este estudo objetivou investigar os conceitos fundamentais e as técnicas da arquitetura resiliente, bem como sua relevância na mitigação dos impactos ambientais gerados e os desafios relacionados à sua implantação no território brasileiro. A partir disso, foi realizado um levantamento de dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e pela Organização das Nações Unidas (ONU), como também nas bases de dados Science Direct e Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave: arquitetura resiliente, desastres naturais, índice de resiliência, áreas de risco, mudanças climáticas e planejamento urbano. Os 19 artigos selecionados por meio dos critérios de inclusão, foram armazenados em tabelas e quadros para melhor extração, compreensão e análise dos dados. Os resultados obtidos indicaram a frequência e gravidade das ocorrências de desastres no Brasil, bem como a importância dos instrumentos de gestão ambiental e do fortalecimento de atributos associados a cidades resilientes — como a proteção de encostas, o modelo de cidades-esponja e o uso da biomimética. Também foram identificados os principais desafios à sua implementação, entre eles as restrições financeiras, os entraves legais e a carência de integração entre os órgãos públicos. Portanto, incentiva-se o desenvolvimento de pesquisas futuras aprofundando tais conceitos, com foco na conscientização da população e tomadas de decisões a partir das autoridades competentes.
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