Propagação vegetativa da rosa do deserto (Adenium obesum (Forssk.) Roem. & Schult.): efeito de doses crescentes de fertilizante mineral
DOI:
https://doi.org/10.18265/2447-9187a2026id9221Palavras-chave:
Adenium Obesum, Fenologia, Fisiologia, rosa do deserto, fertilizante mineralResumo
A Adenium obesum (rosa do deserto) é uma planta ornamental da família Apocynaceae, originária da África e da Península Arábica, e vem ganhando expressividade na floricultura nacional e mundial pela beleza de suas flores e com destaque ao caule engrossado (caudex), estrutura de maior importância econômica para a planta devido as suas características únicas. No entanto, assim como as plantas do metabolismo do ácido das crassuláceas (CAM), há uma escassez de informações técnicas sobre sua propagação vegetativa e manejo nutricional, especialmente quanto ao uso de fertilizantes minerais. Além disso, a espécie enfrenta riscos de extinção em algumas regiões, devido à coleta excessiva e à degradação de seu hábitat natural. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito de doses crescentes de fertilizante mineral (0 g, 2 g, 6 g e 10 g) em estacas de 10 cm de A. obesum, cultivadas em recipientes de oito litros com substrato composto por Bioplant Plus®, areia grossa e esterco bovino. As variáveis analisadas foram: altura, diâmetro do caule, número de folhas e ramos, índice de clorofila, umidade do solo e taxa de mortalidade. Os resultados indicaram que o tratamento sem fertilizante mineral apresentou desempenho superior aos tratamentos fertilizados em altura, número de folhas e menor mortalidade. A adubação orgânica favorece o crescimento inicial das mudas, sendo mais compatível com a fisiologia da espécie e mais econômica para os produtores.
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