Influência dos efeitos globais de segunda ordem em manifestações patológicas em um edifício de concreto

Luana Santana de Jesus

ORCID iD Universidade Federal de Sergipe (UFS) Brasil

Daniel Victor da Cunha Teles

ORCID iD Universidade Federal de Sergipe (UFS) Brasil

Danilo Meneses Santos

ORCID iD Universidade Federal de Sergipe (UFS) Brasil

David Leonardo Nascimento de Figueiredo Amorim

ORCID iD Universidade Federal de Sergipe (UFS) Brasil

Resumo

Acidentes estruturais de edifícios altos devido à falta de estabilidade têm ocorrido com certa frequência no Brasil. Em geral, a instabilidade de edifícios desencadeia uma série de patologias em elementos estruturais e não-estruturais. A prescrição normativa brasileira sugere dois processos simplificados para a análise da condição de estabilidade do edifício, denominados de parâmetro de instabilidade α e coeficiente γz. Em termos de aplicação em projetos, a principal diferença entre tais processos é que, diferentemente do parâmetro de instabilidade α, o coeficiente γz pode ser usado para estimar os efeitos globais de segunda ordem e se aplica a edifícios que não possuem dupla simetria em planta. Diante do exposto, este trabalho aborda possíveis causas de manifestações patológicas devido à instabilidade estrutural de um edifício de concreto armado apresentado por Fusco (1996). Assim que o edifício foi ocupado, iniciou-se um processo de fissuração que foi agravado em poucos dias. Devido a seu formato e posicionamento, as fissuras propagaram-se de modo a separar o edifício em dois, como forma de compensar os efeitos inerentes à instabilidade. Com isso, por meio da utilização de um programa computacional comercial de cálculo estrutural, a instabilidade da edificação é avaliada, bem como sua influência no padrão de fissuração observado.

Palavras-chave


Manifestações patológicas; Instabilidade estrutural; Efeitos globais de segunda ordem; Edifícios altos; Concreto armado


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DOI: http://dx.doi.org/10.18265/1517-0306a2020v1n51p97-111

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