Análise simplificada do efeito de ações sísmicas em edifícios de concreto armado dimensionados pela norma brasileira

Rafael Nunes da Cunha

ORCID iD Universidade Federal de Sergipe (UFS) Brasil

Daniel Victor da Cunha Teles

ORCID iD Universidade Federal de Sergipe (UFS) Brasil

David Leonardo Nascimento de Figueiredo Amorim

ORCID iD Universidade Federal de Sergipe (UFS) Brasil

Resumo

Sismos são eventos naturais, causados principalmente devido ao movimento relativo entre placas tectônicas (sismos interplacas) e em falhas entre blocos rochosos (sismos intraplacas), ou induzidos pela atividade humana. Pode-se observar uma relação entre as regiões situadas em zonas com maior sismicidade e as zonas que estão próximas de várias falhas intraplacas e reservas de gás xisto no Brasil. De acordo com a NBR 15421/2006, essa condição resulta em um mapa de acelerações sísmicas características de projeto. Tais acelerações podem ser usadas para estimar cargas horizontais equivalentes. Entretanto, não é usual a consideração desses efeitos no dimensionamento de edifícios de concreto armado. Diante do exposto, este trabalho tem como objetivo avaliar a estabilidade global de edifícios de concreto armado com diferentes sistemas de contraventamento, sujeitos a acelerações sísmicas previstas na NBR 15421/2006. Inicialmente, a estabilidade global foi verificada considerando-se as ações de vento e desaprumo, além das cargas verticais, por meio do coeficiente γz. Dessa forma, todos os pórticos deste trabalho comportam-se como estruturas de nós fixos (γz ≤ 1,10). Em seguida, as ações de vento foram substituídas por ações sísmicas, pois é improvável a ocorrência simultânea de ambos os eventos. Por fim, a estabilidade global foi reavaliada por meio do coeficiente γz. Com isso, observou-se que os todos os edifícios analisados passaram a se comportar como estruturas de nós móveis (γz > 1,10), ou seja, suscetíveis aos efeitos globais de segunda ordem.

Palavras-chave


Sismo; Edifícios de concreto armado; Estabilidade global; Efeitos globais de segunda ordem


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DOI: http://dx.doi.org/10.18265/1517-0306a2020v1n51p205-213

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