Avaliação do teor de água, propriedades físico-químicas e estabilidade oxidativa de biodieseis e suas blendas

Marco Aurélio Rodrigues de Melo

ORCID iD Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) Brasil

Edivaldo Galdino Ferreira

ORCID iD Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) Brasil

Giuseppe Cavalcanti de Vasconcelos

Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) Brasil

Marta Maria da Conceição

ORCID iD Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Brasil

Iêda Maria Garcia dos Santos

ORCID iD Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Brasil

Eduardo Homem de Siqueira Cavalcanti

ORCID iD Instituto Nacional de Tecnologia (INT) Brasil

Resumo

O presente trabalho buscou sintetizar e monitorar os biodieseis provenientes da transesterificação homogênea alcalina do óleo de soja e mamona via rota etílica/metílica, por catálise básica, bem como avaliar a estabilidade de indução oxidativa pela norma EN14112. Também foi observado o comportamento dos referidos biodieseis, inseridos em blendas nas proporções variando de 10, 20 e 30% v/v de biodiesel de mamona ao biodiesel de soja, denominados de BES, BEM e suas BSMX e BMS, BMM e suas BSMX (em recipientes de vidro fechados com luz), respectivamente. Conforme ensaios físico-químicos, todas as especificações para ambos biodieseis e blendas satisfizeram as exigências dos limites permitidos pelo Regulamento Técnico nº 7 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com exceção do tempo de indução oxidativa (2,26 e 3,35 h) e da viscosidade cinemática (14,89 e 13,98 mm2/s), que apresentaram valores fora dos limites estabelecidos pela norma vigente. As blendas apresentaram maior estabilidade oxidativa em relação aos biodieseis etílico/metílico de soja. O estudo das propriedades fluidodinâmicas demonstrou que os resultados de ponto de névoa, fluidez e ponto de entupimento de filtro a frio apresentaram comportamentos semelhantes para os biodieseis etílicos/metílicos e blendas e, portanto, nestas concentrações, o biodiesel metílico de mamona atua como um aditivo natural ao biodiesel metílico de soja. Através do método EN 14112, verificou-se que a blenda em 30% é mais resistente ao processo de oxidação

Palavras-chave


Blendas de biodiesel; Composição química; Propriedades físico-químicas; Estabilidade oxidativa


Texto completo:

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DOI: http://dx.doi.org/10.18265/1517-03062015v1n32p18-25

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