Associação entre estresse ocupacional, hipertensão e obesidade em docentes da Rede Federal de Ensino

Asdrúbal Nóbrega Montenegro Neto

ORCID iD Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Sousa Brasil

Alyne da Silva Portela

ORCID iD Centro Universitário UNIFACISA Brasil

Fernanda Lira Braga

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Sousa Brasil

Raimundo Amâncio Neto

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Sousa Brasil

Ramon Cunha Montenegro

ORCID iD Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Guarabira Brasil

Resumo

Trata-se de um estudo de corte transversal, descritivo e analítico, com abordagem quantitativa. Este trabalho teve como objetivos: determinar o nível de estresse ocupacional, a frequência de obesidade e hipertensão arterial, além de identificar a existência de associação entre estresse ocupacional, hipertensão arterial e obesidade, em professores vinculados ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Campus Sousa. Foi realizada aplicação de um questionário para avaliação de dados sociodemográficos e ocupacionais e outro de avaliação de estresse ocupacional, com a utilização da Escala de Estresse no Trabalho (EET). Posteriormente, foi realizada uma Avaliação Antropométrica e verificou-se a pressão arterial. Na Avaliação Antropométrica, mediu-se o Índice de Massa Corporal (IMC), a Circunferência Abdominal, a Circunferência da Cintura, a Circunferência do Quadril e a relação Cintura-Quadril (RCQ). Os resultados demonstram uma alta frequência de indivíduos, 50%, com estresse ocupacional alto, e uma alta frequência de sobrepeso, 43,33%.  27,77% apresentam obesidade e 28,88% apresentam pressão arterial elevada. Contudo, não foi constatada uma associação estatisticamente significativa entre estresse alto, obesidade, sobrepeso ou pressão arterial elevada. Verificou-se ainda, que, nesta população, o estresse está relacionado à preocupação com a ética e a igualdade no trabalho.

Palavras-chave


Estresse Ocupacional em Professores; Obesidade; Hipertensão Arterial.


Texto completo:

Referências


BIROLIM, M. M. et al. Trabalho de alta exigência entre professores: associações com fatores ocupacionais conforme o apoio social. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 24, n. 4, p. 1255-1264, abril. 2019.

BRASIL. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2016. Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Disponível em: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/junho/07/vigitel_2016_jun17.pdf. Acesso em: 7 janeiro 2020.

CANOVA, K. R.; PORTO, J. B. O impacto dos valores organizacionais no estresse ocupacional: um estudo com professores de ensino médio. RAM, Rev. Adm. Mackenzie (Online), São Paulo, v. 11, n. 5, p. 4-31, outubro 2010.

CARLOTTO, M. S.; PALAZZO, L. S. Síndrome de burnout e fatores associados: um estudo epidemiológico com professores. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 22, n. 5, maio 2006.

CARLUCCI, E. M. S. et al. Obesidade e sedentarismo: fatores de risco para doença cardiovascular. Comunicação em Ciências da Saúde, v. 24, n. 4, p. 375-384, 2013.

CERVI, A.; FRANCESCHINI, S. C. C.; PRIORE, S. E. Análise crítica do uso do índice de massa corporal para idosos. Revista de Nutrição. Campinas, v. 18, n. 6, p. 765-775, 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rn/a/zDTgd5qK8hjPKMVmfSDPGgs/abstract/?lang=pt. Acesso em: ago. 2021.

CHOBANIAN, A.V. et al. The seventh Report of the Joint National Committee on prevention, detection, evaluation, and treatment of high blood pressure. JAMA., v. 289, p. 2560-2571, 2003.

COITINHO, D. C. et al. Condições nutricionais da população brasileira: adultos e idosos. Brasília, Ministério da Saúde, Brasília: INAN, 1991, 39 p.

CYNTHIA, L. O. et al. Prevalence of overweight and Obesity in the United States, 1999-2004. JAMA., v. 295, p. 1549-1555, 2006.

DE GROOT, L. C. et al. Nutritional status: anthropometry. Euronut SENECA investigators. European Journal of Clinical Nutrition, v. 45, n. s3, p. 31-42, 1991.

MONTEIRO, C. A. et al. The nutrition transition in Brazil. European Journal of Clinical Nutrition, v. 49, n. 2, p. 105-13, 1995.

MONTEIRO, M. F.; SOBRAL FILHO, D. C. Physical exercise and blood pressure control. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Niterói, v. 10, n. 6, p. 517-519, 2004.

MOREIRA, Osvaldo Costa et al. Associação entre risco cardiovascular e hipertensão arterial em professores universitários. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 25, n. 3, p. 397-406, 2011.

NORTON, K.; OLDS, T. Antropometria. Porto Alegre: Artmed, p. 30-82, 2005.

PASCHOAL, T.; TAMAYO, A. Validação da escala de estresse no trabalho. Estudos de Psicologia, Natal, v. 9, n. 1, p. 45-52, 2004.

ROCHA, I. S.; MARANHÃO, T. L; BATISTA, H. T. M. Estresse ocupacional: uma revisão da literatura. Revista Multidisciplinar e de Psicologia, v. 10, n. 30, p. 282-301, julho de 2016.

ROSINI, N.; MACHADO, M. J.; XAVIER, H. T. Study of the prevalence and multiplicity of cardiovascular risk factors in hypertensive individuals from the city of Brusque, SC, Brazil. Arquivos Brasileiro de Cardiologia, v. 86, n. 3, p. 219-222, 2006.

SELYE, H. Stress, a tensão da vida. São Paulo: Ibrasa - Instituição Brasileira de Difusão Cultural. 1959.

SBC – SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arquivos Brasileiro de Cardiologia, v .107, n. 3, Supl. 3, 2016.

TAMAYO, A. Prioridades axiológicas, atividade física e estresse ocupacional. RAC, Curitiba, v. 5, n. 3, p. 127-147, jul./ago. 2001.

TARDIDO, A. P.; FALCÃO, M. C. O impacto da modernização na transição nutricional e obesidade. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, v. 21, n. 2, p. 117-124, 2006.

WHO – WORLD HEALTH ORGANISATION. Obesity: preventing and managing the global epidemic: Report of the WHO Consultation of Obesity. Geneva: World Health Organization, p. 5-251, 1997.


DOI: http://dx.doi.org/10.18265/1517-0306a2021id3897

O arquivo PDF selecionado deve ser carregado no navegador caso tenha instalado um plugin de leitura de arquivos PDF (por exemplo, uma versão atual do Adobe Acrobat Reader).

Como alternativa, pode-se baixar o arquivo PDF para o computador, de onde poderá abrí-lo com o leitor PDF de sua preferência. Para baixar o PDF, clique no link abaixo.

Caso deseje mais informações sobre como imprimir, salvar e trabalhar com PDFs, a Highwire Press oferece uma página de Perguntas Frequentes sobre PDFs bastante útil.

Visitas a este artigo: 373

Total de downloads do artigo: 227