Viabilidade técnica do uso de óleo de cozinha como aditivo em argamassas

Amanda Jéssica Rodrigues Silva

ORCID iD Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Cajazeiras Brasil

Cicero Joelson Vieira Silva

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Cajazeiras Brasil

Thacyla Milena Plácido Nogueira

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Cajazeiras Brasil

Erijohnson Silva Ferreira

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Cajazeiras Brasil

Victor Valério Landim Silva

ORCID iD Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Cajazeiras Brasil

Jéssica Silva

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus Cajazeiras Brasil

Resumo

O Brasil é um grande gerador de resíduos domésticos, entre os quais está o óleo de cozinha, que apresenta, além de dificuldade de seu descarte, poucas soluções de reuso. Assim, faz-se necessária criação de novas aplicações e/ou destinações para esse material. Este trabalho traz um estudo da viabilidade de uma argamassa sustentável de revestimento e assentamento que tem resíduo de óleo de cozinha como aditivo, com o intuito de possibilitar o reaproveitamento desse resíduo no IFPB Campus Cajazeiras. A adição foi feita nas proporções de corpo de referência sem adição: 5 ml, 10 ml e 15 ml. Foram analisadas as propriedades das argamassas tanto no estado fresco quanto no estado endurecido e, segundo os resultados obtidos, estas podem ser classificadas de acordo com a ABNT NBR 13281:2005 como P3, M6, D2. Em relação à resistência mecânica de compressão axial, os resultados indicaram sua diminuição nas argamassas com inserção do resíduo. Essa diminuição de resistência aconteceu à medida que se aumentou a adição, assim como ocorreu com a consistência da argamassa. Apesar dos resultados, a pesquisa apresenta sua importância, uma vez que é crescente a busca por novas tecnologias e a reciclagem de resíduos, sendo considerada uma alternativa sustentável para atenuar impactos no meio ambiente.

Palavras-chave


Argamassa; Resíduo de óleo de cozinha; Sustentabilidade; Fosfolipídios; Ácidos graxos


Texto completo:

Referências


AMBROZEWICZ, P. H. L. Materiais de Construção: Normas, Especificações, Aplicação e Ensaios em Laboratórios. 1. ed. São Paulo: Editora PINI, 2012.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 45: Agregados – Determinação da massa unitária e do volume de vazios. Rio de Janeiro: ABNT, 2006.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 9776:1987: Agregados - Determinação da massa específica de agregados miúdos por meio do frasco chapman - Método de ensaio. Rio de Janeiro: ABNT, 1987.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13276: Argamassa para assentamento e revestimento - Preparo da mistura e determinação do índice de consistência. Rio de Janeiro: ABNT, 2016.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13278: Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Determinação da densidade de massa e do teor de ar incorporado. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13279: Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos – Determinação da resistência à tração na flexão e à compressão. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13280: Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Determinação da densidade de massa aparente no estado endurecido. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13281: Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos – Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15259: Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Determinação da absorção de água por capilaridade e do coeficiente de capilaridade. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Saúde Sanitária. Consulta Pública nº 85, de 13 de dezembro de 2004. Brasília, DF: ANVISA, 2004. Disponível em: http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP[8994-1-0].pdf. Acesso em: 14 fev. 2018.

DIAB, H. Compressive strength performance of low- and high-strength concrete soaked in mineral oil. Construction and Building Materials, v. 33, p. 25-31, 2012.

DUBAJ, E. Estudo comparativo entre traços de argamassa de revestimento utilizadas em Porto Alegre. 2000. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2000.

ECÓLEO. Associação Brasileira de Coleta, Sensibilização e Reciclagem de Resíduos de Óleo de Cozinha. Óleo: descarte inadequado. São Paulo: 2012. Disponível em: . Acesso em: 19 fev. 2018.

EJEH, S. P.; UCHE, O. A. U. Effect of Crude Oil Spill on Compressive Strength of Concrete Materials. Journal of Applied Sciences Research, v. 5, n. 10, p. 1756-1761, 2009.

ESEN, A. G.; ROSALI, C. S. Coleta e reciclagem do óleo de cozinha residual proveniente de frituras para a produção de Biodiesel. CONGRESSO LATINO AMERICANO DE SUINOCULTURA E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL, 1., 2011, Foz do Iguaçú. Anais [...]. Foz do Iguaçú: UNIOESTE, 2011.

IBI - Instituto Brasileiro de Impermeabilização. Manual de utilização de aditivos para concreto dosado em central. 2014. Disponível em: http://www.casadagua.com/wp-content/uploads/2014/02/MANUAL-DE-ADITIVOS-PARA-CONCRETO.pdf. Acesso em: 20 fev. 2018.

JESUS, V. L. B.; PALMA, D. A. Medição da densidade do óleo: uma discussão sobre sua otimização e diminuição dos custos via incerteza relativa da medição. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 30, n. 3, p. 3302.1-3302.6, 2008.

MELO, M. Estudo da influência da adição de resíduos de óleo em concretos para aplicação em pavimentos. 2013. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Ilha Solteira, 2013. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/123154. Acesso em: 19 fev. 2018.

MODRO, N. R.; OLIVEIRA, A. P. N. Avaliação de Concreto de Cimento Portland Contendo Resíduos de PET. Revista Matéria, v. 14, n. 1, p. 725-736, 2009.

OIL WORLD. The Independent Forecasting Service for Oilseeds, Oils & Meals. 2012. Disponível em: http://www.oilworld.biz/app.php?fid=1061&fpar=YToyOntzOjEzOiJQdWJsaWNhdGlvbklkIjtzOjQ6IjgxMjMiO3M6NDoiVHlwZSI7. Acesso em: 13 fev. 2018.

PUKHOV, I. E. Effect of Mineral Oil on the Reinforced-Concrete Floors of the Uglich and Rybinsk Hydroelectric Power Plants. Hydrotechnical Construction, v. 35, n. 7, p. 370-372, 2001.

SANTOS, R. S. Gerenciamento de resíduos: coleta de óleo comestível. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Tecnologia em Logística) – Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, São Paulo, 2009.

YOUSUF, M.; MOLLAH, A.; VEMPATI, R. K.; LIN, T. C.; COCKE, D. L. The Interfacial Chemistry of Solidification/Stabilization of Metals in Cement and Pozzolanic Materials Systems. Waste Management, Beaumont, v. 15, n. 2, p. 137-148, 1995.


DOI: http://dx.doi.org/10.18265/1517-03062015v1n45p40-48

O arquivo PDF selecionado deve ser carregado no navegador caso tenha instalado um plugin de leitura de arquivos PDF (por exemplo, uma versão atual do Adobe Acrobat Reader).

Como alternativa, pode-se baixar o arquivo PDF para o computador, de onde poderá abrí-lo com o leitor PDF de sua preferência. Para baixar o PDF, clique no link abaixo.

Caso deseje mais informações sobre como imprimir, salvar e trabalhar com PDFs, a Highwire Press oferece uma página de Perguntas Frequentes sobre PDFs bastante útil.

Visitas a este artigo: 1279

Total de downloads do artigo: 971