O IMPACTO DAS ELEIÇÕES NOS GASTOS PÚBLICOS MUNICIPAIS: UMA ANÁLISE EM MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18265/2526-2289a2026id9276

Palavras-chave:

Gastos públicos municipais, Despesas empenhadas, Períodos de eleição, ciclos eleitorais, Ciclo orçamentário público

Resumo

Este estudo tem o objetivo de analisar o comportamento dos gastos públicos nos cem menores municípios
brasileiros, em população, entre 2013 e 2023, com enfoque na evolução média das despesas empenhadas nos períodos
pré-eleitoral, eleitoral e pós-eleitoral. A pesquisa classifica-se como quantitativa, descritiva e documental, utilizando
dados oficiais do IBGE e STN. Foram coletadas informações sobre receitas realizadas e despesas públicas,
segmentadas por funções, e realizada regressão múltipla, para investigar os impactos do ciclo eleitoral nas finanças
municipais. Os resultados encontrados indicam que, em geral, os gastos públicos são majorados em áreas estratégicas
como saúde, educação e infraestrutura durante e após os anos eleitorais . Observou-se um padrão de comportamento
oportunista dos gestores municipais, que utilizam o orçamento para influenciar eleitores, privilegiando áreas de maior
visibilidade política e restringindo investimentos em setores menos imediatos, como ciência, tecnologia e cultura. A
pandemia da Covid-19 entre 2020 e 2021 agravou esse cenário, aumentando expressivamente os gastos em saúde e
assistência social, evidenciando a fragilidade fiscal dos pequenos municípios. As implicações práticas deste estudo
apontam para a necessidade de aprimorar mecanismos de controle fiscal e transparência na gestão pública municipal,
além de fomentar a capacitação técnica dos gestores para reduzir comportamentos oportunistas e assegurar maior
sustentabilidade fiscal. Teoricamente, a pesquisa contribui para o avanço do conhecimento sobre ciclos
político-orçamentários em contextos de alta dependência fiscal e limitada capacidade administrativa, ampliando as
análises sobre os impactos políticos, econômicos e sociais. Ademais, os resultados servem como base para formulação
de políticas públicas mais eficientes e para o fortalecimento da fiscalização por órgãos competentes, promovendo maior
responsabilidade, por parte dos governos municipais, na alocação dos recursos públicos.

Biografia do Autor

Gilberto Crispim Silva, UFG

Doutor em Ciências Contábeis (UFSC) com Sanduiche na Universidade de Newcastle, Austrália; Mestre em Ciências Contábeis (UFPE); Especialista em Administração Financeira (UPE); Bacharel em Ciências Contábeis (UNICAP); Bacharel em Administração (FACHUCA-PE). Atualmente é Professor Adjunto (DE), coordenador de curso e estágio no curso de administração, coordenador de monitoria e projeto de ensino da UAECSA na UFG. É pesquisador na área de contabilidade e administração pública. Leciona contabilidade pública e controladoria, orçamento público e controle interno em gestão pública, administração financeira e práticas de controle interno em gestão pública, contabilidade e planejamento tributário. Foi membro do projeto de pesquisa do CNPq, Coordenador do projeto de pesquisa da FAPEG, Coordenador do curso de pós-graduação (latu senso) e estágio supervisionado (curso de administração) da UFG, Coordenador e Professor do Curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário de Goiás - Uni-anhanguera. Lecionou Ciências Contábeis como professor substituto na UFPE, e Administração e Ciências Contábeis como professor efetivo na SOPECE/PE. Foi funcionário público municipal, gestor administrativo, contábil e financeiro em empresas nacionais e multinacionais por mais de dez anos. Ele era um microempresário de contabilidade e entretenimento. Possui experiência em Consultoria Empresarial nas áreas de Administração, Contabilidade, Finanças e Gestão há mais de dez anos.

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Publicado

04-09-2026

Edição

Seção

Contabilidade Pública e de Terceiro Setor
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