EXPLORANDO A NOÇÃO DE INCERTEZA NA ECONOMIA CAPITALISTA
UMA ABORDAGEM SOB A PERSPECTIVA DA ESCOLA KEYNESIANA
DOI:
https://doi.org/10.18265/2526-2289a2026id8998Palavras-chave:
Teoria geral, Agentes econômicos, Riscos, Cenários econômicosResumo
Por meio da publicação de sua obra seminal intitulada “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, em 1936, o economista britânico John Maynard Keynes lançou as bases de sua teoria macroeconômica, disseminada em nível mundial até os dias de hoje. Historicamente, em seu cerne, a teoria keynesiana surgiu com o intuito de contestar e opor-se, de forma incisiva, aos ideais e concepções até então impostas pelo modelo econômico neoclássico. Para os adeptos da corrente neoclássica da economia, a existência de instabilidades, inconstâncias e riscos no sistema capitalista era comumente desconsiderada. Neste sentido, o keynesianismo lutava, desde a sua constituição, para escapar da ortodoxia (mainstream) então predominante na economia. Na ótica keynesiana, dentre outros pressupostos, os agentes econômicos precisavam compreender como deveriam nortear as suas ações diante de cenários ambíguos e de alto risco. Diante da contextualização histórica exposta, este artigo tem como objetivo central explorar e compreender a noção de incerteza no âmbito da economia capitalista, pautando-se nas abordagens da Teoria Geral (TG) de Keynes e nos adeptos de sua visão (pós-keynesianos). Para atingir tal fim, empregou-se a revisão bibliográfica como metodologia de pesquisa central, sendo esta sustentada mediante uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL). Em seus resultados gerais, o artigo demonstrou que, no âmbito da TG, as abordagens sobre o conceito de incerteza permanecem sendo discutidas por uma série de autores pós-keynesianos, a fim de compreender as estruturas e dimensões existentes junto as relações econômicas de mercado. Conclui-se, assim, que a corrente keynesiana ainda mantém os seus adeptos em escala global.
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